Eu Faço Faturamento - Parte 2

São duas coisas diferentes: quando você corre atrás de uma oportunidade e de quando essa oportunidade vem até você. No texto anterior (Para ler Clique Aqui) eu falei sobre uma oportunidade de ganhar uma renda extra. Mas, essa oportunidade se apresentou a você. E quando você precisa correr atrás dessa oportunidade? E quando tudo se mistura no meio de campo e você precisa agir rápido para não deixar uma oportunidade se esvair?


Eu sempre digo, que quem trabalha na área administrativa da saúde tem que saber fazer de tudo um pouco, e, procurar aprender de tudo. É a recepcionista que sabe fazer cálculos CBHPM, a secretária que sabe fazer o faturamento eletrônico (que cá entre nós não tem muito segredo), o faturista que saber emitir notas fiscais e mexer com impostos, enfim você nunca sabe quando vai precisar de um conhecimento adquirido aonde você trabalha. 


O faturamento é um processo e, precisa ser entendido como um todo e separadamente. A guia vem da recepção e passa por uma análise no pré-faturamento onde serão verificados: se a matricula do paciente está correta e completa, se há nome do paciente, se há assinatura, se os códigos dos procedimentos foram anotados corretamente, se há indicação clínica, necessidade de senha de autorização se o médico assinou. Após, a guia segue para o faturamento. Lá, será separada por convenio. O faturista vai organizar os lotes de acordo com o que lhe convir: procedimentos com senha, sem senha, terapias, cirurgias, consultas, etc. Terminado este processo, serão inseridas do sistema para se adequar ao formato xml 3.02 e encaminhadas às operadoras nas suas respectivas datas.

Leia também:

Após enviadas as operadoras, o Faturista acompanha o pagamento dessas contas. A operadora divulga um demonstrativo com o valor que vai ser pago. O financeiro vai emitir a nota fiscal quando for necessário e o faturista vai analisar o pagamento, se houver glosas ele vai recorrer. Um grande processo, com várias etapas que é feito por um só profissional: o Faturista.

Sim, muitos faturistas trabalham por conta própria. Como assim conta própria? Geralmente o profissional faturista conhece um médico que pediu para ele fazer o seu faturamento. Esse médico foi indicando esse faturista para outros médicos, e, esses outros médicos foram indicando para mais médicos. Chegou um momento que esse faturista não viu mais a necessidade de trabalhar em seu emprego dito “fixo” e preferiu se dedicar a esse seus “Clientes”.

Nesse momento, o profissional faturista tem muitas perguntas a responder a si próprio e muita coisa para gerenciar, inclusive o tempo. Na maioria das vezes ele vai trabalhar em casa no sistema Home office, e terá de gerenciar seu trabalho com as tarefas do lar.


Outro aspecto a se observar é como cobrar. Devemos saber o quanto vale o nosso trabalho, pois só nós sabemos o quão sacrificante é. É bom ter na ponta do lápis o quanto gastamos com passagem, cópia de documentos, impressões, o software que utilizamos; todos esses itens devem ser levados em consideração quando valoramos o nosso serviço e temos que deixar bem isso bem claro para o nosso cliente. 

A coisa mais importante neste serviço é a confiança. Nossos clientes precisam confiar em nós. Nunca esconda nada dos médicos. Sempre coloquem a disposição deles todas a informações possíveis e detalhadas. Esteja sempre disponível. Dê a ele o feed back necessário. A maioria dos clientes a partir do primeiro, são indicação. Um médico que sentir confiança em você e estiver satisfeito com o seu trabalho sempre vai indicar você para outro médico.

Por isso instrução é sempre necessário. Procure fazer um curso de faturamento, mesmo que você já seja faturista. Foco e garra são as palavras mais indicadas como conselho, mas, acima de tudo procure fazer um trabalho direito e honesto.

Comentários

Não Encontrou o que Procurava? Pesquise Aqui!

Top 10 da semana!

Faturamento, o fim

Superfaturamento