Gerenciamento de Gases Medicinais

Nos grupos de discussão que tenho participado nos últimos anos, com certa frequência surgem perguntas sobre como dimensionar a quantidade de gás medicinal a ser comprada pelo hospital ou como saber se o um dado consumo é minimamente próximo do real, ou do que deveria ser.

A busca é sempre por um número, um valor que, de maneira mágica, resolva todos os problema ou que permita explorar uma oportunidade.

Nossas leis e normas não tocam neste assunto de uma maneira alinhada com o que ocorre de fato em relação a este item. É preciso avaliar o que acontece na beira de leito. A nossa lei RDC 50 e NBR de gases nos ensinam sobre o Consumo Máximo Provável que, na grande maioria das vezes leva a um valor alto, tão alto que quase sempre acaba ficando fora da equação. Não dá para seguir.

Neste texto quero mencionar três raciocínios que acredito permitir avaliar o modelo de gerenciamento atual e nas tomadas de decisão posteriores, tanto por parte de engenheiros clínicos como de engenheiros hospitalares ou projetistas , normalmente sob pedido da administração ou do arquiteto responsável.

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Gás medicinal é medicamento e deve ser controlado como tal. Sendo assim procurar o farmacêutico e o fisioterapêutica respiratório para tratar deste tema, de forma conjunta, é muito recomendável. 

Médicos e enfermeiros são igualmente importantes para o sucesso de uma possível solução no sentido de controlar, efetivamente, este recurso tecnológico em saúde. 




Sendo medicamento, ele deve ser prescrito por médicos no prontuário do paciente, tanto para orientar os outros profissionais nas condutas, quanto para evoluir o paciente e, não menos importante, para cobrar planos de saúde a quantidade consumida durante o tratamento. 

Finalmente, se um paciente em um respirador, com volume corrente ajustado em 500 ml, fazendo 20 respirações por minuto (pra facilitar o cálculo), teremos ao final de um minuto, um total de 10 litros ou 0,6 m3/hora. Estando a FIO2 prescrita em 21%, não haverá consumo de oxigênio (somente ar medicinal) e, se a FIO2 for 100% teremos o valor total consumido na terapia. 

Minha sugestão então, além das leis e normas, é verificar se a quantidade prescrita é igual a quantidade comprada. Pode até haver um desvio por que, sendo as conexões dos dispositivos na rede de gases em nosso país do tipo rosqueada, deve haver uma pequena perda, tanto na conexão quanto na desconexão de dispositivos médicos. Isso pode tornar o valor prescrito, um pouco diferente do valor comprado. Porém, há de se esperar uma correlação entre estes dois fatores, devendo esta ser positiva e mais próximo de um.

***Este Artigo foi cedido por Lucio Flávio de Magalhães Brito e você pode saber mais sobre seu trabalho no Linked.in (é só clicar para visualizar o perfil dele).***

Espero que eu tenha ajudado. Deixe sua sugestão, seu comentário abaixo, compartilhe nas redes sociais e #VamosFaturar!

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