[URGENTE] - Faturamento ortopédico ameaçado

Impasse entre clinicas e operadora de saúde, no Rio de Janeiro, pode descredenciar raio-x de clinicas ortopédicas e desencadear ação geral de operadoras de saúde.

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Imagine a situação em que você, como usuário de plano de saúde, está com dores no joelho; liga para marcar consulta com o ortopedista, mas, é claro, prefere uma clinica que tenha serviço de radiologia pois, se necessário, o médico solicitaria o exame na própria clinica e, na maioria dos casos, você já sairia de lá sabendo o que houve com seu joelho e com o devido tratamento encaminhado. Sem contar que, na maioria das vezes, são problemas pequenos, que não se faz necessário os pacientes encararem as grandes emergências.

Todos nós sabemos que marcar exames na rede particular de saúde é muito difícil. E, até exames mais simples como radiografias tem um tempo de espera considerável. Usuários reclamam que, dependendo da radiografia solicitada, a espera pode chegar a um mês.



O Portal do Faturamento Hospitalar apurou que no inicio do ano, a Sul América seguradora de saúde envio uma carta em que informava que os serviços de radiografia seriam suspensos nas clínicas ortopédicas e que elas teriam que ter um médico radiologista para dar o laudo do exame.


Foi convocada uma reunião entre os representantes da Sul América e os representantes do CREMERJ, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Rio de Janeiro (Sbot-RJ), da Associação das Clínicas e Consultórios Ortopédicos do Estado do Rio de Janeiro (Accoerj) e da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (Somerj) a fim de tentar resolver o impasse que não foi resolvido.

A Sul América descredenciou do raio x grande parte das clinicas que não tem médico radiologista em seu corpo clinico, para emitir laudo para os exames. 

Ficou acertado que o CREMERJ enviaria um oficio para a seguradora, solicitando a revisão da decisão tomada e, pediu que os descredenciamentos fossem suspensos até que o oficio fosse analisado. O pedido de suspensão dos descredenciamentos não foi acatado, e a Sul América manteve os descredenciamentos mas, pediu que o oficio fosse encaminhado.

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E quem perde nessa historia toda? 

A radiografia é um serviço auxiliar de diagnóstico e terapia; os primeiros a perderem nessa história são, obviamente, os pacientes que teriam mais dificuldade de encontrar esse tipo de serviço em ambulatórios, tendo assim, que se deslocarem até as grandes emergências. 

Os médicos também perderiam pois, tardaria o fechamento de um diagnóstico para problemas simples como pequenas fraturas e/ou luxações.

É claro que a Sul América consultou o Conselho Federal de Medicina e as normas e pareceres sobre o assunto, antes de tomar essa decisão.

No entanto, é um assunto muito complicado de se discutir.

Nós temos o entendimento que uma vez diplomado e devidamente registrado no conselho, o médico pode exercer a medicina em sua plenitude. É claro que, eticamente, ele não vai fazer aquilo que ele não se sinta habilitado. E, não podemos tirar do médico não especialista os direito de ler e interpretar exames radiológicos.

Por outro lado, todo serviço de radiologia deve ter um responsável médico que, obrigatoriamente, deve ser radiologista para a interpretação e assinatura dos laudos emitidos. 

Contudo, nas situações de urgência e emergência, todo médico, independente de sua especialização, pode assinar e interpretar laudos de radiologia se responsabilizando, é claro, por tudo que escreveu.

Acontece que a maioria das clinicas em questão, prestam o serviço em caráter ambulatorial, ou seja, sem urgência e emergência. E na maioria das vezes não emitem laudo para os exames realizados tendo em vista que, os exames são realizados pelo técnico de radiologia que não tem habilitação para emitir laudo e, as radiografias, são para controle e suporte ao diagnóstico, sendo apenas para a utilização interna dos médicos no atendimento ao paciente. Porém, se o paciente quiser levar o exame, ele pode pois, tem o direito assegurado por lei; só que, na maioria dos casos, o exame segue para o paciente sem laudo.

É um assunto complexo, antigo e de ampla discussão, mas, que pode trazer diversas ramificações na área da saúde, pois, por todo o Brasil, existem consultas aos conselhos de medicina justamente, sobre esse tema, sem contar que, após a decisão da Sul América, outras operadoras e seguradoras de saúde podem tomar a mesma decisão. 

Num quadro extremo, em que todas as operadoras tomam essa decisão, o credenciado teria duas opções: contratar médico radiologista, o que oneraria a folha de pagamento; ou, demitiria os técnicos de radiologia, tendo em vista a não utilidade dos profissionais lotados nas unidades de saúde. 

E você, o que acha? 

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